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Sementes: Insumo tecnológicoEsse texto fala sobre a produção de sementes, caracaterizando seus aspectos básicos, fazendo definições e uma rápida descrição da história da tecnologia de sementes, além de descrever as diferentes utilidades das sementes para a humanidade.
Passado, presente e futuroSementeEstrutura dos fanerógamos que conduz o embrião. Provém do óvulo fecundado está incluída no fruto. Quase sempre é envolvida por um tegumento (testa); pode sê-lo ainda, por um segundo tegumento, o tegme, ou ser nua, o que é raro. Por dentro dos tegumentos há só o embrião, ou este se acompanha de endosperma. InsumoElemento que entra no processo de produção de mercadorias e serviços: máquinas e equipamentos, trabalho humano, etc.; fator de produção. TecnologiaConjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam em um determinado ramo de atividade. Histórico da produção de sementesCalcula-se que há 10 mil anos atrás, os homens da Ásia e do Oriente Médio verificaram que às sementes, quando plantadas em condições adequadas, vão dar origem a uma planta igual àquela que a formou e que está multiplicaria dezenas, ou até centenas de vezes, a semente original. Às sementes, pela facilidade de transporte, acompanharam e estimularam o progresso do homem, em quase todas as suas migrações, colocando a civilização sob a sua total dependência, tudo isso contribuiu para enormes modificações nos processos mentais dos seres humanos, às sementes também passaram a ser material de grande importância para a tranqüilidade e prosperidade dos povos. Uma coisa verificada muito cedo pelo homem em suas atividades relacionadas com a agricultura, é que havia a necessidade de se proceder a uma divisão do trabalho, isto é, fazer com que alguns agricultores só produzissem sementes, enquanto outros produzissem grãos. Para estes últimos, ficaria, como fica até hoje, muito difícil produzir material para consumo (grãos) e material para plantio (sementes). Surgiram então, agricultores que produziam sementes apenas, e que às comercializavam com os vizinhos, à medida que seus negócios e mentalidade empresarial se expandia. A Revolução Industrial provocou uma melhor e mais rápida colonização dos novos continentes, uma ampliação no período médio de vida humana e, tudo isto, consequentemente, na necessidade de maior produção de alimentos e de matéria prima para às indústrias, o que quer dizer um grande progresso na produção de sementes. A produção e comercialização de sementes foi objeto de fraudes desde o seu início e foi no contexto da Revolução Industrial, que surgiram as primeiras leis para coibir as fraudes e foi para garantir o cumprimento das leis que surgiram os primeiros laboratórios de análise de sementes. Assim que os laboratórios passaram a multiplicar-se foi necessário padronizar esse controle sobre a comercialização de sementes, assim surgiram às famosas regras de análises de sementes, que servem para que todos os laboratórios adotem os mesmos critérios para avaliar a qualidade das sementes. Importância das sementes1. Como Mecanismo de perpetuação da espécieO grande sucesso da semente como órgão de perpetuação e de disseminação das espécies vegetais deve-se, provavelmente, a duas características que, reunidas, a tornam um órgão ímpar no reino vegetal. São elas: a capacidade de distribuir a germinação no tempo (pelos mecanismos de dormência) e no espaço (pelos mecanismos de dispersão, tais como: espinhos, pêlos, asas, etc.) 2. Como elemento modificador da história do homemAs sementes são às responsáveis pela fixação do homem em um ambiente fixo, terminando com a tradição nômade imposta pela caça, e pelo fim dos recursos vegetais em uma determinada região. Isso possibilitou a vida em comunidade e consequentemente a organização social, econômica e política. Pode-se então dizer que a semente é a “pedra fundamental” da civilização, tal como a conhecemos hoje. 3. Como alimentoUma semente qualquer possui três tipos básicos de tecidos: um tecido meristemático, que, em Tecnologia de Sementes, convencionou-se chamar de “eixo-meristemático”, isto é, aquele que, sob condições propícias para a germinação, vai crescer e dar origem à planta; um tecido de reserva, que pode ser cotiledonar, endospermático ou perispermático, ou ainda resultante da associação de dois deles ou dos três e, finalmente, um tecido de proteção mecânica, que se constituiu no envoltório da semente, vulgarmente conhecido como casca. O tecido de reserva caracteriza-se por ser especialmente rico em três substâncias: carboidratos, lipídios e proteínas. A quantidade com que cada uma dessas substâncias entra na composição química da semente é variável, dependendo principalmente da espécie. Normalmente, uma dessas três substâncias predomina amplamente sobre as outras duas de sorte que existem sementes amiláceas, oleaginosas ou protéicas. No reino vegetal predominam amplamente as amiláceas e as oleaginosas, raramente ocorrendo as características protéicas. Das três substâncias mencionada, o amido é a de mais fácil obtenção para a confecção de diversos tipos de alimentos. Tanto isto é verdade que as gramíneas, normalmente ricas em carboidratos, constituíram-se na base de todas as civilizações do mundo. O trigo, provavelmente a mais velha planta cultivada da Humanidade, serviu de sustento para as civilizações da Mesopotânia e do Nilo, e também para aquelas que se desenvolveram posteriormente na Europa; o arroz foi e é a base de civilizações Asiáticas; o sorgo, na África e o milho, nas Américas. Ao lado dessas gramíneas, outras espécies serviram, como servem até hoje, para fornecer os complementos em proteínas e lipídios, destaca destacando-se, entre elas, as leguminosas. As sementes foram, e ainda são, atualmente, a maneira mais fácil e mais barata de alimentação de um povo. Além de seu valor como alimento, seja diretamente, seja indiretamente pela industrialização, a semente é também a fonte de inúmeros outros produtos que servem ao homem, das mais diversas maneiras, destacando-se os vestuários e produtos medicinais. Deve-se lembrar, ainda, que a semente é importante fonte alimentar, na forma de rações, para os animais que o homem domesticou para o servir. 4. Como material de pesquisaO primeiro fator que valoriza a semente como material de pesquisa é o seu tamanho e forma. Normalmente a semente é pequena, o que possibilita guardar, em recipientes relativamente pequenos, um grande número delas, permitindo assim repetir um sem número de vezes, determinada observação. Sua forma, de maneira geral tendendo para arredondada, facilita enormemente sua manipulação, diretamente com as mãos, ou com pinças. 5. Como inimigo do homemOs mecanismos de dispersão e de dormência que possibilitaram às espécies produtoras de sementes a conquista a Terra, são os mesmos que tornam ao homem tão difícil e tão caro o controle das ervas daninhas. Nesse aspecto, as sementes também são grande importância, ainda que negativa, pois acredita-se que ao redor de 5 a 10% da produção de grãos no mundo é perdida devido à competição por ervas daninhas. Qualidade de sementesA qualidade de sementes pode ser vista como um padrão de excelência em certos atributos que vão determinar o desempenho da semente quando semeada ou armazenada, o desempenho da semente deve estar a altura das expectativas do consumidor, a qualidade de sementes é o resultado final dos esforços da tecnologia, essa qualidade pode ser examinada a partir de cinco diferentes perspectivas: • Como ferramenta de biosegurança A semente de qualidade é aquela de que vai germinar e está livre de espécies invasoras indesejadas. Os componente da qualidade de sementes são: 1. Descrição: espécie e pureza varietal; pureza analítica; uniformidade; peso da semente. Estes componentes não apresentam todos o mesmo valor, nem a sua ordem de importância relativa é a mesma em todas as circunstâncias. Para dar um exemplo óbvio, um lote de sementes de certa cultivar que apresente uma pureza de 99,9%, uma umidade de 10%, que seja livre de sementes de invasoras nocivas e patógenos, mas que tenha uma germinação de 5%, é de pouca utilidade para o agricultor que queira iniciar um cultivo. ReferênciasCarvalho, N. M.; Nakagawa, J.; – Sementes: ciência, tecnologia e produção – 3 edição – Campinas – Fundação Cargill – 1988.
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